Foto artística ganha espaço no mundo na pornografia on-line

1 07 2009

Por Sílvia Mendes

02Não dá para dizer ao certo quem ele é. Imagina-se que seja homem e adulto. Com o anonimato possibilitado pela Internet, o consumidor de pornografia on-line é apenas um vulto, uma sombra impossível de se identificar com exatidão. Entre o seu roteiro, blogs que disponibilizam fotos e vídeos gratuitos para download, sites voltados exclusivamente para pornografia paga, compartilhadores de arquivos e chats em que é possível praticar sexo virtual com o uso da webcam como ferramenta de apoio.

03Porém, uma nova vertente da pornografia conquista cada vez mais espaço na rede: as fotografias artísticas. Profissionais das imagens capturam momentos como a penetração e a própria ejaculação, além das poses sensuais de praxe. Para Joel Minusculi, internauta freqüentador de sites com essa proposta, a diferença das fotos eróticas de sempre é a qualidade do trabalho e o seu valor não apenas como provocador de masturbação, mas também objeto de apreciação artística.

03O escritor e Doutor em Teoria da Literatura Manoel Ricardo de Lima diz não chamar de artísticas as fotografias eróticas, porém, justifica que o seu diferencial é o fato de as pessoas estarem acostumadas a associar a questão da pornografia na internet ao mal feito, que em muitos casos chega a ser feio – facilitado por uma câmera digital e computadores conectados.  “O erotismo é uma atividade diferencialmente humana, um fato da cultura. Abdica do pensamento, de ser pensado, para ocupar-se apenas com o prazer, em si.” Para ele, a proposta de sites como o francês Le Chagrin, o norte americano One Pic e o britânico Front é apresentar a sacanagem pura, mas bonita.

 

 

 

 

China quer instalar filtro anti-pornografia

O governo chinês ordenou: todos os computadores vendidos no país a partir do dia 1º de julho devem vir com um software anti-pornografia instalado, o Green Dam. A China possui cerca de 300 milhões de internautas e, segundo reportagem do G1, a medida tem tudo para não dar certo. O software pode ser facilmente removido. Aliás, as próprias empresas de assistência técnica e venda de computadores se propõem a remover o Green Dam – mas apenas se o cliente prometer guardar segredo. A China tem intensas políticas de restrição ao livre acesso na Internet, inclusive a obrigatoriedade de uso de um único browser, o Baidu Baike.








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