Por Léo Molleri
Bom, eu pensei muito por onde começar a minha investida na história da humanidade para encontrar um furo digno de inaugurar os fatos que irão rechear esse dossiê. As dúvidas me perseguiam: cronologia, povos, impacto, tendência, veracidade, lendas…? Todos muito necessários ao enriquecimento desse trabalho. Resolvi, então, nesses dias que se passaram usar uma estratégia bem simples para encontrar o meu ponto (G) de partida. E a estratégia foi: a primeira palavra que viesse a minha mente eu jogaria no Google e buscaria algo interessante para iniciar. E a palavra foi (lesbians xxx) Grécia.
Isso mesmo, meus caros, sem critério algum eu escolhi a Grécia como ponto de partida. O berço da civilização ocidental mostrou-se mais rico do que eu esperava, foi gratificante essa surpresa. Tanto que falarei mais sobre a Grécia e seu povo na sequência do dossiê.
Chega de enrolar, vamos começar!
Começarei com algo que todos já estão cansados de ver em livros de história, filmes, comunidades de RPG e discussão entre nerds. A famosa rixa entre Atenas e Esparta. Lembrando que quem conta a História do mundo são os homens e os vitoriosos, portanto saber como tudo exatamente aconteceu, com isenção e imparcialidade total é mera ilusão. Mas, segundo os meus estudos e analise histórica comportamental eu cheguei à outra teoria sobre a causa da rixa entre essas duas grandes cidades gregas. O motivo da “briga”: o abdômen que uns tinham e outros não.
Fácil saber quem tinha e quem não tinha, não é mesmo? Mas para os banzos de plantão é o seguinte: Os espartanos tinham e os atenienses…? (complete a frase).
Aconteceu mais ou menos assim: Todos viviam em paz em suas devidas cidades. A cada dois anos acontecia o encontro dos povos gregos para o tributo aos deuses, a famosa Carnéia (ocorrida em terras neutras) – que não passava de uma imensa orgia de duas semanas onde tudo era permitido. TUDO MESMO. Ao término dessas duas semanas, cada povo retornava para a sua devida cidade, porém os atenienses enfrentavam um problema crescente na volta: o número de mulheres que retornava era bem inferior as que iam para a Carnéia. E isso se seguiu nas futuras reuniões, tendo algumas onde só os homens retornavam a cidade de Atenas. Logo os atenienses descobriram que as mulheres estavam migrando para Esparta juntamente com os homens espartanos no retorno da Carnéia. Enfurecidos, buscaram saber o porquê da troca de um sábio por um brutamonte seqüestrando uma mulher espartana para interrogatório. Ela morreu na tortura sem dizer um único motivo lógico.

This is abdômeeen!
Os seqüestros seguiam-se e com isso a fúria de espartanos e atenienses ia aumentando. Até que, para evitar a guerra, um encontro foi marcado para esclarecer a pendenga entre os dois povos nas terras neutras. No encontro reuniram-se os Reis das devidas cidades, alguns soldados de escolta e algumas mulheres.
A descoberta foi rápida com um simples teste: foram postos um espartano e um ateniense lado a lado e uma mulher de olhos vendados de frente para os dois. Assim que a venda foi retirada ela se atirou aos pés do espartano e os atenienses puderam perceber que ela beijava e acariciava os oito “morrinhos” na barriga dele. Hipnotizada pelo espartano? Não, pelo abdômen dele.
E por não terem um abdômen trabalhado e definido como os homens de Esparta, a inveja dominou e cegou o povo de Atenas, até então constituído só por homens, que exigiam que suas mulheres fossem devolvidas ameaçando boicotar a Carnéia.
Os espartanos deram de ombros e retornaram para Esparta com as mulheres em seus calcanhares sem relevar o pedido dos atenienses. No ano seguinte foi realizada a primeira Grande Orgia, como também era conhecida a Carnéia, sem o povo ateniense, que não deixou barato e partiu para a guerra. Proclamando assim a primeira grande derrota de Atenas em uma guerra contra Esparta que mancharia a história do povo filosófico. Mas o destino foi cruel com os espartanos. Sua terra foi riscada do mapa e seu povo dizimado, alguns anos depois, por outro inimigo bem mais numeroso e poderoso, mas isso é outra história para outra parte do dossiê. Só citei isso para frisar que esse fato serviu para que as poucas mulheres que sobraram do grande massacre retornassem para Atenas, que tratou logo de esquecer o confronto com Esparta e sobrescrever a história com outras justificativas e outros desfechos. Pois já pensaram que humilhação seria para os Sábios do ocidente esse fato? Não ter um abdômen trincado é realmente uma grande vergonha a se carregar ao longo da vida e ter perdido a mulher para um que tinha é maior ainda.
Essa é, resumidamente, a teoria encontrada por mim para esclarecer esse acontecimento tão duvido quanto é a pendência entre Esparta e Atenas. Onde homens barrigudos, mulheres lindas e abdomens trincados foram os personagens principais dessa trama. Teoria plausível, diga-se de passagem, e muito sólida. Antes que eu me esqueça: esse é um resumo de um material bem maior, mas tornar-se-ia chato e cansativo se eu o colocasse aqui na integra. Sem falar que eu deixei de citar o crescimento significativo da produção literária e intelectual por parte dos atenienses e do aumento exponencial da homossexualidade nessa mesma época (aaii, eu adooooro o meu pupiilo). Mas já é o suficiente para inaugurar os fatos históricos desse dossiê. E é uma grande prova de que o abdômen interferiu significativamente na história da humanidade. Se alguém quiser discutir e saber mais sobre esse assunto, me encontre em algum bar em Balneário Camboriú e me pague uma cerveja (ninguém é de ferro).
Aguardem um texto a parte desse dossiê que será confeccionado juntamente com a terceira parte: “Como se tornar um espartano contemporâneo.” Para delírio das fêmeas e atendendo as preces dos gorilões ai do sofá. Até a próxima!
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