Traição, pra quê?

26 07 2009

Por Stephani Luana Loppnow

Preciso falar sobre um assunto batido: traição. Por esses dias, um psicólogo renomado na região foi a um dos programas em que eu trabalho para falar sobre traição. Nós queríamos uma explicação plausível sobre as razões pelas quais as pessoas traem, se elas dão sinal quando estão traindo, essas coisas básicas.

Ao contrário do que eu queria ouvir, o psicólogo deu muitas explicações que envolviam o inconsciente – o homem trai pensando na procriação da espécie. QUÊ? Minha vontade era de dizer “não doutor, é safadeza mesmo!”. Levando em conta que as pessoas hoje consideram traição apenas quando estão em uma relação estável (namorando ou casados), nunca traí e acredito não ter sido traída. Mas ainda assim, queria uma explicação que realmente me convencesse.

Durante a entrevista, o mesmo doutor explanou que o homem se importa muito mais em pensar que sua parceira fez sexo em diversas posições com outro homem do que pensar que ela trocou carinho, afeto; ao contrário da mulher. Questionada por ele sobre isso, claro que imediatamente respondi o que qualquer mulher normal responderia: as duas situações me incomodam muito.

Sabe, é uma questão de respeito e amor. De estar satisfeito com a relação que leva. Não cair na rotina. Na mesma semana fui à Ilhota, a 39km de Balneário Camboriú, comprar umas roupas íntimas “diferentes”. Para a mulher, aquilo é o paraíso. Então me pergunto, com um lugar daqueles, e um cartão de crédito, como é que alguns relacionamentos caem na mesmice? E isso serve para o homem também, que muitas vezes não incentiva sua companheira a fazer algumas aquisições assim ou até levá-la a um jantarzinho bacana vez ou outra.

Outra coisa, hoje existe motéis para todo tipo de gosto, gente e orçamento. Com hidro, sem hidro, com cascata, pista de dança, cadeira erótica, cama giratória, sauna, teto solar e mais duzentas coisas que agora não me recordo. O que os casais fazem em dias chatos como hoje, de frio e chuva?! Poxa…

Mas voltando ao assunto principal, traição é uma coisa que me incomoda muito. Não vejo motivos suficientes pra expor a outra pessoa a uma situação tão terrível como essa. São inúmeros sentimentos envolvidos, que não podem ser deixados de lado. Encheu o saco? Quer carne nova? Termina. Simples assim.

É claro que as pessoas vão se sentir atraídas por outras, vão ter tesão e a Dani Bolina é muito mais gostosa que a sua parceira, but, ela não vai ser sua parceira. Então, vamos criar vergonha na cara e respeito pelo outro e não trair, ok? O vizinho também é tudo-em-cima e nem por isso a gente sai dando por aí.





Lugar de mulher é no tanque – Parte II

24 07 2009

Por Léo Molleri

Bom, eu pensei muito por onde começar a minha investida na história da humanidade para encontrar um furo digno de inaugurar os fatos que irão rechear esse dossiê. As dúvidas me perseguiam: cronologia, povos, impacto, tendência, veracidade, lendas…? Todos muito necessários ao enriquecimento desse trabalho. Resolvi, então, nesses dias que se passaram usar uma estratégia bem simples para encontrar o meu ponto (G) de partida. E a estratégia foi: a primeira palavra que viesse a minha mente eu jogaria no Google e buscaria algo interessante para iniciar. E a palavra foi (lesbians xxx) Grécia.

Isso mesmo, meus caros, sem critério algum eu escolhi a Grécia como ponto de partida. O berço da civilização ocidental mostrou-se mais rico do que eu esperava, foi gratificante essa surpresa. Tanto que falarei mais sobre a Grécia e seu povo na sequência do dossiê.

Chega de enrolar, vamos começar!

Começarei com algo que todos já estão cansados de ver em livros de história, filmes, comunidades de RPG e discussão entre nerds. A famosa rixa entre Atenas e Esparta. Lembrando que quem conta a História do mundo são os homens e os vitoriosos, portanto saber como tudo exatamente aconteceu, com isenção e imparcialidade total é mera ilusão. Mas, segundo os meus estudos e analise histórica comportamental eu cheguei à outra teoria sobre a causa da rixa entre essas duas grandes cidades gregas. O motivo da “briga”: o abdômen que uns tinham e outros não.

Fácil saber quem tinha e quem não tinha, não é mesmo? Mas para os banzos de plantão é o seguinte: Os espartanos tinham e os atenienses…? (complete a frase).

Aconteceu mais ou menos assim: Todos viviam em paz em suas devidas cidades. A cada dois anos acontecia o encontro dos povos gregos para o tributo aos deuses, a famosa Carnéia (ocorrida em terras neutras) – que não passava de uma imensa orgia de duas semanas onde tudo era permitido. TUDO MESMO. Ao término dessas duas semanas, cada povo retornava para a sua devida cidade, porém os atenienses enfrentavam um problema crescente na volta: o número de mulheres que retornava era bem inferior as que iam para a Carnéia. E isso se seguiu nas futuras reuniões, tendo algumas onde só os homens retornavam a cidade de Atenas. Logo os atenienses descobriram que as mulheres estavam migrando para Esparta juntamente com os homens espartanos no retorno da Carnéia. Enfurecidos, buscaram saber o porquê da troca de um sábio por um brutamonte seqüestrando uma mulher espartana para interrogatório. Ela morreu na tortura sem dizer um único motivo lógico.

This is abdômeeen!

Os seqüestros seguiam-se e com isso a fúria de espartanos e atenienses ia aumentando. Até que, para evitar a guerra, um encontro foi marcado para esclarecer a pendenga entre os dois povos nas terras neutras. No encontro reuniram-se os Reis das devidas cidades, alguns soldados de escolta e algumas mulheres.

A descoberta foi rápida com um simples teste: foram postos um espartano e um ateniense lado a lado e uma mulher de olhos vendados de frente para os dois. Assim que a venda foi retirada ela se atirou aos pés do espartano e os atenienses puderam perceber que ela beijava e acariciava os oito “morrinhos” na barriga dele. Hipnotizada pelo espartano? Não, pelo abdômen dele.

E por não terem um abdômen trabalhado e definido como os homens de Esparta, a inveja dominou e cegou o povo de Atenas, até então constituído só por homens, que exigiam que suas mulheres fossem devolvidas ameaçando boicotar a Carnéia.

Os espartanos deram de ombros e retornaram para Esparta com as mulheres em seus calcanhares sem relevar o pedido dos atenienses. No ano seguinte foi realizada a primeira Grande Orgia, como também era conhecida a Carnéia, sem o povo ateniense, que não deixou barato e partiu para a guerra. Proclamando assim a primeira grande derrota de Atenas em uma guerra contra Esparta que mancharia a história do povo filosófico. Mas o destino foi cruel com os espartanos. Sua terra foi riscada do mapa e seu povo dizimado, alguns anos depois, por outro inimigo bem mais numeroso e poderoso, mas isso é outra história para outra parte do dossiê. Só citei isso para frisar que esse fato serviu para que as poucas mulheres que sobraram do grande massacre retornassem para Atenas, que tratou logo de esquecer o confronto com Esparta e sobrescrever a história com outras justificativas e outros desfechos. Pois já pensaram que humilhação seria para os Sábios do ocidente esse fato? Não ter um abdômen trincado é realmente uma grande vergonha a se carregar ao longo da vida e ter perdido a mulher para um que tinha é maior ainda.

Essa é, resumidamente, a teoria encontrada por mim para esclarecer esse acontecimento tão duvido quanto é a pendência entre Esparta e Atenas. Onde homens barrigudos, mulheres lindas e abdomens trincados foram os personagens principais dessa trama. Teoria plausível, diga-se de passagem, e muito sólida. Antes que eu me esqueça: esse é um resumo de um material bem maior, mas tornar-se-ia chato e cansativo se eu o colocasse aqui na integra. Sem falar que eu deixei de citar o crescimento significativo da produção literária e intelectual por parte dos atenienses e do aumento exponencial da homossexualidade nessa mesma época (aaii, eu adooooro o meu pupiilo). Mas já é o suficiente para inaugurar os fatos históricos desse dossiê. E é uma grande prova de que o abdômen interferiu significativamente na história da humanidade. Se alguém quiser discutir e saber mais sobre esse assunto, me encontre em algum bar em Balneário Camboriú e me pague uma cerveja (ninguém é de ferro).

Aguardem um texto a parte desse dossiê que será confeccionado juntamente com a terceira parte: “Como se tornar um espartano contemporâneo.” Para delírio das fêmeas e atendendo as preces dos gorilões ai do sofá. Até a próxima!





Por qualquer pastel com caldo de cana

22 07 2009

Por Tamara Belizario

Dona Maria Zoraide da Silva Cardoso, 75 anos, minha avó, tem tiradas interessantes a respeito da vida dos outros. Há alguns anos, eu e ela estávamos escutando um programa na rádio Globo que comentava sobre as propostas da Playboy para a Adriane Galisteu. Os jornalistas falavam sobre as cifras milionárias que eram oferecidas a ex-namorada do Airton Senna. Ela, como boa atriz-modelo-manequim que quer preservar sua imagem, negou de primeira. A Playboy tentou pela segunda vez, agora com uma proposta um pouco mais barata, e moça negou de novo. Ouvindo isso, Zoraide fez um chiado e exclamou “Daqui a pouco por qualquer pastel com caldo de cana essa aí tá abrindo as pernas”. Pouco tempo depois Adriane posou nua para a revista. Não sei bem o cachê, mas garanto que não deve ter sido tão alto quanto o primeiro.

É assim também que eu vejo essa onda de leiloar virgindade pela internet. Longe de mim parecer puritana, mas isso está se tornando tão comum, que daqui a pouco as meninas estão aceitando um pacote de bolachas e um suco de caixinha como prêmio. Que seja Trakinas e DelValle, ao menos. A última façanha é de uma equatoriana, 28 anos, que tá vendendo a perseguida pela internet. Segundo Evelyn, que mora há sete anos na Espanha, o dinheiro será revertido para o tratamento de Alzheimer da sua mãe. A moça não consegue juntar o dinheiro com seu trabalho de faxineira e resolveu que se anunciar seria o caminho mais fácil para resolver o problema. Depois de uma matéria chorosa no site El Mundo, o governo do Equador resolveu ajudar a garota e mandou propostas para auxílio no tratamento da mãezinha. Ela ainda quer dinheiro para cursar uma faculdade de Medicina. E o governo disse que pode dar uma mãozinha. Tudo isso para que Evelyn evite “finalmente vender su virgo al mejor postor.”.

Eu acho essa ajuda desnecessária. Ninguém percebeu ainda que o intuito da garota é dar. Não dinheiro para a mãe ou para a faculdade de Medicina. Acho que um belo dia ela tava assistindo ao O Virgem de 40 anos, ficou com medo de acabar assim e decidiu perder a virgindade. Já que esperei tanto tempo, por que não cobrar por isso, né? Se conseguir 2 milhões de euros (proposta feita por algum louco!), tudo certo. Se for só um cachorro quente de calabresa na kombi da praça da Igreja, tudo bem também. O importante é romper o hímen. E se, além disso tudo, ainda conseguir uma foto de pezinho levantado, olhando para a câmera feliz da vida e uma matéria nos principais meios de comunicação mundiais… Que alegria!





Lugar de mulher é no tanque

9 07 2009

Por Léo Molleri*

Calma. Antes que venham com cinco pedras na mão e meia dúzia de palavrões, eu explico o título desse dossiê. Não falo do enrustido e arcaico molde de madeira ou alumínio ou cimento, com cavidades que nos lembram uma escada para gnomos, no qual víamos nossas mães molharem os braços e o busto na labuta diária com a roupa suja (provavelmente roupa sua cagada com alguma coisa: catchup, terra, lama, porra…), o famoso (e odiado) tanque de lavar roupas. Instrumento esse que ajudou e muito no combate a Esquistossomose no Brasil, mas isso já é outra história. E hoje infelizmente está em desuso graças às moderníssimas máquinas de lavar roupa.

Alguém aí vai encarar?

Alguém aí vai encarar?

Bom, eu falo necessariamente de outro tipo de tanque. Um tanque móvel, porém sem disparar balas e destruir prédios. Um tanque com aspecto um tanto irregular, pois depende muito da formação fisiológica e genética do indivíduo e também da intensidade e tempo de exercícios físicos no local. Já sacaram, ? Então, o que eu me refiro é exatamente esse tipo de tanque, o do abdômen. A famosa barriga tanquinho. Por falar nisso, o termo “barriga tanquinho” está errado, pois quem tem barriga são os sedentários, os velhos, os tios engraçados, os jogadores de futebol (RONALDO!) e os butequeiros de plantão.

É fato, e não me venham com mi-mi-mi feminista, que a maioria das mulheres heterossexuais são gamadas em um abdômen bem definido. Eu falei “A MAIORIA” para não generalizar e depois não ficarem vocês reclamando que isso é uma falácia, que conhecem uma banguela que curte um barrigão… Essas coisas. Esse, também, é um ponto onde a teoria do amor se sustenta. Mas de amor falemos outra hora, porque o caso agora é visual, sexual e sem compromissos.

E nesse, alguém se habilita? Tô fora!

E nesse, alguém se habilita? Tô fora!

A grande ideia desse dossiê é provar para vocês, a importância de ter um abdômen “crocante” e a interferência dele em alguns fatos históricos. É, e como eu farei isso? Simples: a cada semana, eu publicarei alguma relevância sobre o abdômen e demonstrarei através de um fato histórico o impacto causado por tal. Não tenho previsão de quantas publicações sobre o assunto, até porque tenho uma péssima memória e ainda estou revisando a história (nos livros e internet) buscando os fatos e analisando-os.

Será tanto um guia para você, pançudo, que quer perder uns quilinhos e finalmente conseguir pegar uma gatinha sóbria, quanto um catálogo para enfartar a vovó. Então, meninos, preparem as suas canetas (ou o ctrl+c, ctrl+v) e anotem as dicas e sugestões que serão dadas ao longo dessa “série” e meninas já comprem os babadores, pois irão precisar.

Até a próxima semana!

*Léo Molleri é estudante de Administração e virou colaborador do blog. O Sópensanisso  estava muito cor-de-rosa e as autoras resolveram colocar um barriga-tanquinho para falar daquilo que só os cuecas entendem. Léo ainda escreve para o Borrachas são Dispensáveis. O blog é recheado de ideias pouco comuns do autor que escreve “para não enlouquecer por completo na medriocridade do existencialismo humano.” Vale a visita!





“Não precisa de diploma para ser prostituta”

3 07 2009

Por Tamara Belizario

Ela começa a conversa dizendo que não precisa disso. Filha de um agricultor do interior do estado de Santa Catarina, Karina, nome fictício usado para atrair a atenção dos clientes, conta que nunca passou fome na vida. Chegou no litoral catarinense para estudar Administração na Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e todo mês recebe cerca de R$700,00 da família para se manter em Balneário Camboriú. “Tenho pena dos meus pais. Eles se esforçam para dar o melhor pra mim, enquanto eu aqui, fazendo isso”. Ela tenta esconder o nome da profissão, chamando-a apenas de isso ou aquilo. Com 21 anos, Karina é prostituta de luxo em umas das cidades com maior índice de turistas do Estado.  

Questionada sobre o porquê de ter escolhido a prostituição como forma de vida, a estudantes não pensa muito. “Eu sou como qualquer garota, gosto de coisas boas, de marca. Meu pai não pode me dar o que eu quero. Não que eu goste [da prostituição], mas dá um dinheiro bom. Nem se eu trabalhasse o dia inteiro em lojas, eu conseguiria a grana que eu consigo hoje.” A grana é quase mil reais por semana, trabalhando todos os dias, menos domingo porque segundo a moça “é dia Santo”. Karina diz que não tem como escolher clientes, mas conta que a maioria são homens de classe média e média alta. “O meu programa é caro, não é todo mundo que pode bancar. Isso dá uma selecionada, sabe? Não aparece qualquer um.” Ela cobra a mais do que a maioria das garotas de programa porque atende em casa e corre mais risco do que se fosse para um motel.

Karina tem a aparência que atrai a maioria dos homens: cerca de 1,60m de altura, olhos claros, pele bonita (ajudada por centenas de cremes e maquiagens) e cabelos platinados até metade das costas. Curvas sinuosas pelo corpo. Ela diz que o físico pouco importa, já que os homens estão mesmo interessados é no sexo. “Claro que rola um fetiche de loira e alta. Eles gostam. Mas isso não é a coisa mais importante. Tem que saber fazer, entende? Qualquer uma pode ser prostituta, não precisa de diploma para isso.” O diploma de verdade, que Karina veio em busca quando saiu do interior para a região litorânea, será a sua carta de alforria do mundo da prostituição. Depois que terminar a faculdade, o que ainda vai demorar cerca de dois anos, ela pretende deixar os dias de prostitutas guardados apenas na memória. Quer fazer concurso público, trabalhar em uma empresa, ganhar bem. “Levar uma vida normal, sabe? Não que eu considere errado o que eu faço, mas não posso colocar isso no currículo, ? Tipo, profissão: puta. Não dá.”, completa a garota.

 

Cartão de visita da Karina

Cartão de visita da Karina





Sexo de luxo

2 07 2009

Clubes em Balneário Camboriú garantem carreira lucrativa para as jovens e bonitas

Elas são magras, altas e lindas. Acordam tarde, passam os dias em shoppings, academias e salões de beleza. À noite vão para o trabalho nas casas de prostituição de Balneário Camboriú. Essas garotas são as profissionais do sexo de luxo.

O turismo sexual luxuoso é encontrado com facilidade na cidade, o difícil é conseguir acompanhar os gastos. Somente para entrar nestas casas noturnas, o cliente paga cerca de R$ 80,00. De acordo com o gerente do Bokarra’s Club, Robson Luciano Roberto, a casa atrai clientes fiéis de alto nível financeiro. Também não é para menos, eles gastam uma média de R$ 800,00 por noite.

Quanto às garotas que fazem programa, são exigidos cuidados com a aparência e o cumprimento do horário – elas começam a partir das 21h e lucram em média R$ 3 mil numa semana razoável. “Aqui trabalham 40 meninas, e no verão esse número sobe 15%. Nós não temos vínculo nenhum, elas são livres, só têm o compromisso do horário”, comenta o gerente que não paga direitos trabalhistas a suas funcionárias.

O Castelo Dom Augustos é uma das casas noturnas mais caras da região
O castelo Dom Augusto é uma das casas noturnas mais caras da região
 
No Castelo Dom Augusto o sistema é bem parecido. Lá trabalham cerca de 50 garotas e a casa tem como clientes homens e casais. De acordo com o proprietário, Augusto de Aguiar, o estabelecimento tem vários clientes de Balneário Camboriú, mas a maioria é de cidades vizinhas. “No verão temos muitos turistas, eles vêm do mundo inteiro”.

Além desses ambientes, quem procura por sexo profissional pode encontrar também nos classificados dos jornais. Como num menu, pode-se escolher entre mulheres, homens ou travestis. Geralmente esses programas são feitos em apartamentos alugados e com um preço bem mais acessível. Encontrar profissionais do sexo em Balneário Camboriú é fácil: basta uma fantasia na cabeça e a quantia certa no bolso.

Joana Gall que pensou seriamente em trocar de emprego





Foto artística ganha espaço no mundo na pornografia on-line

1 07 2009

Por Sílvia Mendes

02Não dá para dizer ao certo quem ele é. Imagina-se que seja homem e adulto. Com o anonimato possibilitado pela Internet, o consumidor de pornografia on-line é apenas um vulto, uma sombra impossível de se identificar com exatidão. Entre o seu roteiro, blogs que disponibilizam fotos e vídeos gratuitos para download, sites voltados exclusivamente para pornografia paga, compartilhadores de arquivos e chats em que é possível praticar sexo virtual com o uso da webcam como ferramenta de apoio.

03Porém, uma nova vertente da pornografia conquista cada vez mais espaço na rede: as fotografias artísticas. Profissionais das imagens capturam momentos como a penetração e a própria ejaculação, além das poses sensuais de praxe. Para Joel Minusculi, internauta freqüentador de sites com essa proposta, a diferença das fotos eróticas de sempre é a qualidade do trabalho e o seu valor não apenas como provocador de masturbação, mas também objeto de apreciação artística.

03O escritor e Doutor em Teoria da Literatura Manoel Ricardo de Lima diz não chamar de artísticas as fotografias eróticas, porém, justifica que o seu diferencial é o fato de as pessoas estarem acostumadas a associar a questão da pornografia na internet ao mal feito, que em muitos casos chega a ser feio – facilitado por uma câmera digital e computadores conectados.  “O erotismo é uma atividade diferencialmente humana, um fato da cultura. Abdica do pensamento, de ser pensado, para ocupar-se apenas com o prazer, em si.” Para ele, a proposta de sites como o francês Le Chagrin, o norte americano One Pic e o britânico Front é apresentar a sacanagem pura, mas bonita.

 

 

 

 

China quer instalar filtro anti-pornografia

O governo chinês ordenou: todos os computadores vendidos no país a partir do dia 1º de julho devem vir com um software anti-pornografia instalado, o Green Dam. A China possui cerca de 300 milhões de internautas e, segundo reportagem do G1, a medida tem tudo para não dar certo. O software pode ser facilmente removido. Aliás, as próprias empresas de assistência técnica e venda de computadores se propõem a remover o Green Dam – mas apenas se o cliente prometer guardar segredo. A China tem intensas políticas de restrição ao livre acesso na Internet, inclusive a obrigatoriedade de uso de um único browser, o Baidu Baike.








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