Por Joana Gall
Aulas de Educação Sexual já fazem parte de muitas escolas e variam somente na intensidade com que o tema é tratado. Em Balneário Camboriú, um projeto leva o tema às escolas da região. O Educavida, criado numa parceria entre as secretarias de Educação e de Saúde de Balneário Camboriú, atua desde 2001 nas escolas municipais, estaduais e mais quatro colégios particulares no município.
As aulas tratam de temas importantes como prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e drogas. as aulas são ministradas pelas Coordenadoras do Educavida, Monalise Petry e Maria Delícia Heusi. De acordo com Monalise, além das aulas o projeto também promove palestras e cursos com os pais dos estudantes. “O Educavida abrange todas as idades, nós somente adaptamos para cada um. Começamos com o básico, alimentação, remédios e conforme vão ficando mais velhos, vamos detalhando mais”, afirma a coordenadora.
Já na cidade vizinha, em Camboriú, o tema educação sexual não é tratado da mesma maneira. Segundo a Coordenadora das Séries Iniciais do município, Celi Utrera Stevanin, as aulas sobre educação sexual são ministradas dentro da disciplina de Ciências e o assunto é abordado de maneira superficial porque ainda existe um tabu na sociedade. “Já aconteceu de alguns pais entrarem em conflito com o professor porque o tema chama a atenção. Às vezes, se chega a um ponto em que os pais não aceitam”, afirma Celi. Ainda de acordo com a coordenadora, este “tabu é maléfico, pois se os pais não fazem sua parte em casa e ainda criticam a escola, os alunos acabam aprendendo na rua”.

Kit distribuído pelo Educavida
gostei da iniciativa!
esse negócio dos pais não darem assistência aos filhos em casa é o pior, surge a curiosidade e as especulações de ‘como será que é?’, o que eles não aprendem na teoria em casa geralmente aprendem na prática né?
ótimo texto!
beijo meninas :*
Eu sou super a favor. Apesar de educação vir de casa, os pais não falam sobre isso com os filhos. Esse projeto de BC é legal porque não espera os alunos chegarem a adolescência, o assunto tem que ir sendo tratado aos poucos para se tornar algo normal, natural e saudável.
Os pais poderiam também ser (re)educados quanto a importância do assunto e poderiam também tirar suas dúvidas, já que na época deles a informação era ainda menor. Acho também que um professor poderia ficar disponível para tirar dúvidas dos alunos em particular, porque tem coisas que os adolescentes não querem expor na sala de aula.
Eu so super a favor desse projeto