Lugar de mulher é no tanque – parte III

23 08 2009

Grécia part II

Por Léo Molleri

Bom, antes de iniciar, gostaria de esclarecer (que não sou gay) que devido a uma viagem para Águas de Lindóia/SP e com o início do segundo semestre letivo da faculdade, eu não tive muito tempo livre e me atrasei na convecção e entrega dessa parte do dossiê. Mas quem se importa? (coma torta!). Sem mais delongas, demos sequência ao roteiro programático.

Estávamos, no capítulo anterior, na Grécia. E continuaremos por lá. Agora falaremos de outro fator ainda envolvendo os espartanos e os atenienses. Porém um novo personagem, ou melhor, um novo povo grego nos será apresentado e que gerou polêmica e abalou as estruturas do Olimpio na Grécia antiga (aaiii moonaaa, abalou, abalou, sacudiu e ba-lan-çou). E eles são os… tararararan… troianos.

Antes de realmente começar as explicações do envolvimento destes três povos gregos, eu tenho que lhes apresentar um personagem chave dessa história. E essa pessoa é: Helena, esposa do rei Menelau de Esparta.

Antes de ser reconhecida como esposa de Menelau e Rainha de Esparta, Helena possuía a reputação de mulher mais bela do mundo. E outro título lhe era concebido, o de maior tarada por tanquinhos de toda a Grécia. É, meus amigos, Helena não resistia a um abdômen bem trabalhado. Foi assim que Menelau acabou a conquistando. Como isso? Confira a seguir!

Finalmente uma gostosa por aqui

Finalmente uma gostosa por aqui

Helena, como eu já havia falando, tinha a reputação de ser a mulher mais bela do mundo e por isso, pretendentes não lhe faltavam. Todos a disputavam ferozmente em batalhas de vida ou morte, mas nada a motivava e aquele monte de homens suados e bombados só a deixavam mais em dúvida ainda. Para cessar o banho de sangue, Helena propôs uma competição entre os homens mais belos e mais fortes do mundo. Onde quem ganhasse seria recompensado com sua mão e receberia a proteção dos demais em seu casamento e durante toda a sua vida. Todos aceitaram a exigência e partiram para a competição.

Ai você pensa: “Luta de espadas, maratonas, natação, luta com animais ferozes, ovo na colher, corrida do saco…” Nada disso! A competição consistia em saber, qual dentre todos os pretendentes tinha o lendário Abdomen de Ferro. E por isso foi proposto por Helena uma competição de abdominais. Isso mesmo! Quem chegasse a marca de 100.000 abdominais perfeitamente executados primeiro, seria recompensado com sua mão. Dentre os competidores encontravam-se grandes nomes da Grécia antiga, como: Aquiles, Teseu, Perseu, Ajax, Cadmo, entre outros. E Menelau não fez feio. Além de chegar primeiro a marca estipulada, continuou e quebrou a marca dos 200.000 abdominais. Desbancando os favoritos. Absolutamente incrível! E onde os troianos entram nisso? Calma lá filho, a história complica agora.

Após o casamento, Menelau – que na época ainda era príncipe -, foi coroado Rei de Esparta pelo feito alcançado. Porém ele caiu no mau do casamento. Entediou-se e descuidou-se fisicamente. Tinha uma linda esposa, um reino ao seu dispor e tudo que queria lhe era concebido. Virou o maior sedentário do mundo grego. Gordo e preguisoço, logo Helena perderia o interesse por ele.

Além disso, Menelau, adorava uma sacanagem e sempre que possível promovia em seu reino “mini-carnéias”. Onde convidava só a cúpula dos reinos aliados para participar. E em uma dessas orgias caseiras, onde participaram os atenienses e os troianos, Helena conheceu Paris (Hilton?), príncipe de Tróia. Apaixonaram-se a primeira vista. Ele pelo rosto angelical dela e ela pelo abdômen hipermegapluspowerpointshow sarado que ele tinha – aliás era uma característica bem acentuada dos troianos.

A famosa Guerra de Tróia foi por isso. Porque Menelau, com o orgulho ferido, buscou vingar-se de todos os troianos pela humilhação de ter se tornado o maior corno de toda a Grécia. Só não foi considerado, pelos estudiosos, o maior corno de toda a humanidade porque teve outro, que tratarei no próximo capítulo. E deu no que deu: 10 anos de guerra, muito sangue derramado, heróis – como Aquiles e Ajax – mortos… Tudo aquilo que vocês já sabiam sobre a guerra, só que agora com um motivo diferente.

Ah! E como acabou a guerra? Não, não foi com a invasão de Tróia e a aniquilação dos troianos. Mas sim em uma grande carnéia de ceçar fogo, onde a paz reinou novamente. É o que eu digo: nada como um sexo de reconciliação. Imagina uma orgia, então? Loucura!

Ai vocês me perguntam: (E o Bambu?) E o Cavalo de Tróia? Vocês ainda acreditam que existiu um cavalo de madeira gigante? Banzos! O único cavalo da história foi Menelau, que descuidou-se e perdeu a mulher mais linda do mundo. Um cavalo mais parecido com um touro. Um touro gordo e preguiçoso. E é isso, meus amiguinhos. Helena é uma prova cabal de que mulheres, desde a antiguidade, (causam guerra entre os homens) são vidradas em um abdômen protuberante e firme.

Até a próxima, nesse mesmo canal, nessa mesma hora! Isso, isso, isso, isso…!

ps: “Como se tornar um espartano contemporâneo” será postado ao término do pacote do dossiê.





Inspiration…

19 08 2009
Apesar de cada uma indicar 5 filmes diferentes, alguns deles configuram como a opção de mais de uma integrante do blog

Apesar de cada uma indicar 5 filmes diferentes, alguns deles configuram como a opção de mais de uma integrante do blog. Enjoy! Por Cibele Córdova





Sex appeal

7 08 2009

por Sílvia Mendes

Permitiu-se ser boneca. De luxo e luxúria. Bochechas rosadas, lábios tão vermelhos que só vendo pra crer que era ela mesma, a moleca desgrenhada e despreocupada, que estava ali na sua frente. Até arriscou um vestido. Você riu, lembrou da Bety: a feia. Ah, não que fosse feia. É que nem todos conseguem perceber a beleza singular de um rosto sem maquiagem e uma blusa sem decote. O nariz fazia uma voltinha perfeita e os traços, ainda que assimétricos, formavam uma composição harmônica, bonita demais da conta. Mas quem é que repara nesse tipo de coisa? Você disse que reparava. Então você tira as presilhas da moda da cabecinha linda, pequena como todo o resto do corpo. Dá uma bagunçada nos cabelos longos e alisados. Calafrios, baby. “Agora que começou , termina”, ela diz com aquela cara de ninfomaníaca que você conhece bem. Ah, você não agüenta. Nunca agüenta, tão fraco e excitado que fica quando ela toma o controle. Faria qualquer coisa que ela o pedisse com aquele rostinho. Suas mãos, grandes, percorrem as curvas dela com força, mas sem pressa. Então, você tira o vestido e descobre que, debaixo daquela roupinha de boneca, está uma daquelas mesmas lingeries sexy de sempre. Daí você sussurra um “gostosa” e faz ela se lembrar de que não é menina, é mulher. Não é boneca, não pode ser boneca, porque o boneco é você – nas mãos dela. E ela não fica magoada por você não ter elogiado a produção; a produção é apenas fantasia & fetiche. Dela. Porque ela é como criança – e é assim que ela gosta de brincar.

www.twitter.com/silviamendes





Trilha sonora do sexo

6 08 2009

O Só Pensa Nisso fez uma lista com 25 músicas que nos inspiram a fazer sexo, ou são boas de se ouvir durante/após a transa. A lista não segue nenhuma ordem de critério, cada escritora deste blog escolheu 5 músicas e montamos essa relação especialmente para você.

Confira:

msnSílvia Mendes

You shook me all night longAC/DC 
http://www.youtube.com/watch?v=Bomv-6CJSfM

Rocket queen
Guns n’Roses
http://www.youtube.com/watch?v=c7xQ04nlePM

You want to make a memory
Bon jovi 
http://www.youtube.com/watch?v=zxtvHxQllzM

I don’t wanna miss a thing - Aerosmith
http://www.youtube.com/watch?v=8v626CMvM5Q

Como eu quero
- Kid Abelha
http://www.youtube.com/watch?v=-ujmTQ3MpCE

DSC00546 copyTamara Belizario

Me & Mr Jones – Amy Winehouse
http://www.youtube.com/watch?v=gDh2CuVg758

Sexual Healing – Marvin Gaye
http://www.youtube.com/watch?v=Q-bvgv3g__Y

With me – Sum 41
http://www.youtube.com/watch?v=Fh61uElcOck

Ribbon in the sky – Stevie Wonder
http://www.youtube.com/watch?v=zO2-kIqsGL4

Catucar – Mc Marcinho
http://www.youtube.com/watch?v=YtrZwMJ4j-0

foto_ciCibele Córdova

Because you loved me – Celine Dion
http://www.youtube.com/watch?v=Ji-GONSfwnE

Vivir sin aire – Maná
http://www.youtube.com/watch?v=8ge7eYq9JfQ

Sexed up – Robie Williams

http://www.youtube.com/watch?v=0BXhZNQtFS8

Imbranato – Tiziano Ferro
http://www.youtube.com/watch?v=GGkbuptJo2I

With you – Chris Brown

http://www.youtube.com/watch?v=OqumjziPTzk

 

DSC_9410_..Stephani Luana

Drop it like it’s hot – Snoop Dogg
http://www.youtube.com/watch?v=2GYSei66Rh4

Boom boom pow – Black eyed peas
http://www.youtube.com/watch?v=QtGlHPFCH8A

Ojos Así – Shakira
http://www.youtube.com/watch?v=nFkW-bReI0c

My head is my only house unless it rains – Everything but the girl
http://www.youtube.com/watch?v=IeOjHtuX958

Your body is a wonderland
John Mayer
http://www.youtube.com/watch?v=DAfxi_5jOaM

JocaJoana Gall

Cavalgada – Roberto Carlos

Pintura Íntima - Kid Abelha
http://www.youtube.com/watch?v=QKVKVgBnWjA

Garotos – Leoni
http://www.youtube.com/watch?v=QKVKVgBnWjA





Um pouco de imaginação

5 08 2009

Combinaram de se encontrar. Poderia ser na sexta ou sábado, no máximo domingo. Ele era do mundo, ela um tanto recatada. Para ele provavelmente seria apenas uma transa, para ela um risco de se apaixonar. Ele representava bem a estereotipada imagem masculina: gostava de carros, estilo largado, bonito e cafajeste. Ela, a figura feminina: inteligente, simpática e romântica.

Na sexta seus horários não bateram. No sábado, ele não retornou. Por uma coincidência que ela provocara, acabaram por se esbarrar. Olhares daqui, toques de lá. A noite estava por começar.

Ela sabia que não deveria, mas queria. Ele não queria, mas podia. Sentimentos daqui, silêncio de lá. Ele acreditava que acabaria em ardentes beijos, ela tinha certeza que iria mais longe. Ele tentaria, ela fugiria (ou não). Decidiram então, nas entrelinhas, que um lugar mais calmo era o apropriado.

Jogaram conversa fora, algo da qual ela gostava muito. Raras as vezes em que sobrava tempo para isso. Ele era egocêntrico, ela não sabia do que ele gostava. Ele estava acostumado com mulheres que pouco falam e pensam, e ela com homens que ouviam e debatiam. Mas o diálogo foi breve, os hormônios falaram mais algo.

Suas línguas trabalhavam na mais perfeita sintonia. A boca dele era macia, a dela delicada. Se beijavam com prazer. Ela adorava o conjunto barriga/braços/costa do rapaz, ele vivia com as mãos lá. Um calor que sobe e a coisa cresce. Não houve beijo no pescoço ou palavras ao pé do ouvido. Não havia tempo!

Ele não cansava, ela não gozava. Foi pura luxúria. Ele aproveitou, ela gostou. O motel, ele pagou, mas mal sabe o estrago que causou.

 

Por  Stephani Luana Loppnow





Traição, pra quê?

26 07 2009

Por Stephani Luana Loppnow

Preciso falar sobre um assunto batido: traição. Por esses dias, um psicólogo renomado na região foi a um dos programas em que eu trabalho para falar sobre traição. Nós queríamos uma explicação plausível sobre as razões pelas quais as pessoas traem, se elas dão sinal quando estão traindo, essas coisas básicas.

Ao contrário do que eu queria ouvir, o psicólogo deu muitas explicações que envolviam o inconsciente – o homem trai pensando na procriação da espécie. QUÊ? Minha vontade era de dizer “não doutor, é safadeza mesmo!”. Levando em conta que as pessoas hoje consideram traição apenas quando estão em uma relação estável (namorando ou casados), nunca traí e acredito não ter sido traída. Mas ainda assim, queria uma explicação que realmente me convencesse.

Durante a entrevista, o mesmo doutor explanou que o homem se importa muito mais em pensar que sua parceira fez sexo em diversas posições com outro homem do que pensar que ela trocou carinho, afeto; ao contrário da mulher. Questionada por ele sobre isso, claro que imediatamente respondi o que qualquer mulher normal responderia: as duas situações me incomodam muito.

Sabe, é uma questão de respeito e amor. De estar satisfeito com a relação que leva. Não cair na rotina. Na mesma semana fui à Ilhota, a 39km de Balneário Camboriú, comprar umas roupas íntimas “diferentes”. Para a mulher, aquilo é o paraíso. Então me pergunto, com um lugar daqueles, e um cartão de crédito, como é que alguns relacionamentos caem na mesmice? E isso serve para o homem também, que muitas vezes não incentiva sua companheira a fazer algumas aquisições assim ou até levá-la a um jantarzinho bacana vez ou outra.

Outra coisa, hoje existe motéis para todo tipo de gosto, gente e orçamento. Com hidro, sem hidro, com cascata, pista de dança, cadeira erótica, cama giratória, sauna, teto solar e mais duzentas coisas que agora não me recordo. O que os casais fazem em dias chatos como hoje, de frio e chuva?! Poxa…

Mas voltando ao assunto principal, traição é uma coisa que me incomoda muito. Não vejo motivos suficientes pra expor a outra pessoa a uma situação tão terrível como essa. São inúmeros sentimentos envolvidos, que não podem ser deixados de lado. Encheu o saco? Quer carne nova? Termina. Simples assim.

É claro que as pessoas vão se sentir atraídas por outras, vão ter tesão e a Dani Bolina é muito mais gostosa que a sua parceira, but, ela não vai ser sua parceira. Então, vamos criar vergonha na cara e respeito pelo outro e não trair, ok? O vizinho também é tudo-em-cima e nem por isso a gente sai dando por aí.





Lugar de mulher é no tanque – Parte II

24 07 2009

Por Léo Molleri

Bom, eu pensei muito por onde começar a minha investida na história da humanidade para encontrar um furo digno de inaugurar os fatos que irão rechear esse dossiê. As dúvidas me perseguiam: cronologia, povos, impacto, tendência, veracidade, lendas…? Todos muito necessários ao enriquecimento desse trabalho. Resolvi, então, nesses dias que se passaram usar uma estratégia bem simples para encontrar o meu ponto (G) de partida. E a estratégia foi: a primeira palavra que viesse a minha mente eu jogaria no Google e buscaria algo interessante para iniciar. E a palavra foi (lesbians xxx) Grécia.

Isso mesmo, meus caros, sem critério algum eu escolhi a Grécia como ponto de partida. O berço da civilização ocidental mostrou-se mais rico do que eu esperava, foi gratificante essa surpresa. Tanto que falarei mais sobre a Grécia e seu povo na sequência do dossiê.

Chega de enrolar, vamos começar!

Começarei com algo que todos já estão cansados de ver em livros de história, filmes, comunidades de RPG e discussão entre nerds. A famosa rixa entre Atenas e Esparta. Lembrando que quem conta a História do mundo são os homens e os vitoriosos, portanto saber como tudo exatamente aconteceu, com isenção e imparcialidade total é mera ilusão. Mas, segundo os meus estudos e analise histórica comportamental eu cheguei à outra teoria sobre a causa da rixa entre essas duas grandes cidades gregas. O motivo da “briga”: o abdômen que uns tinham e outros não.

Fácil saber quem tinha e quem não tinha, não é mesmo? Mas para os banzos de plantão é o seguinte: Os espartanos tinham e os atenienses…? (complete a frase).

Aconteceu mais ou menos assim: Todos viviam em paz em suas devidas cidades. A cada dois anos acontecia o encontro dos povos gregos para o tributo aos deuses, a famosa Carnéia (ocorrida em terras neutras) – que não passava de uma imensa orgia de duas semanas onde tudo era permitido. TUDO MESMO. Ao término dessas duas semanas, cada povo retornava para a sua devida cidade, porém os atenienses enfrentavam um problema crescente na volta: o número de mulheres que retornava era bem inferior as que iam para a Carnéia. E isso se seguiu nas futuras reuniões, tendo algumas onde só os homens retornavam a cidade de Atenas. Logo os atenienses descobriram que as mulheres estavam migrando para Esparta juntamente com os homens espartanos no retorno da Carnéia. Enfurecidos, buscaram saber o porquê da troca de um sábio por um brutamonte seqüestrando uma mulher espartana para interrogatório. Ela morreu na tortura sem dizer um único motivo lógico.

This is abdômeeen!

Os seqüestros seguiam-se e com isso a fúria de espartanos e atenienses ia aumentando. Até que, para evitar a guerra, um encontro foi marcado para esclarecer a pendenga entre os dois povos nas terras neutras. No encontro reuniram-se os Reis das devidas cidades, alguns soldados de escolta e algumas mulheres.

A descoberta foi rápida com um simples teste: foram postos um espartano e um ateniense lado a lado e uma mulher de olhos vendados de frente para os dois. Assim que a venda foi retirada ela se atirou aos pés do espartano e os atenienses puderam perceber que ela beijava e acariciava os oito “morrinhos” na barriga dele. Hipnotizada pelo espartano? Não, pelo abdômen dele.

E por não terem um abdômen trabalhado e definido como os homens de Esparta, a inveja dominou e cegou o povo de Atenas, até então constituído só por homens, que exigiam que suas mulheres fossem devolvidas ameaçando boicotar a Carnéia.

Os espartanos deram de ombros e retornaram para Esparta com as mulheres em seus calcanhares sem relevar o pedido dos atenienses. No ano seguinte foi realizada a primeira Grande Orgia, como também era conhecida a Carnéia, sem o povo ateniense, que não deixou barato e partiu para a guerra. Proclamando assim a primeira grande derrota de Atenas em uma guerra contra Esparta que mancharia a história do povo filosófico. Mas o destino foi cruel com os espartanos. Sua terra foi riscada do mapa e seu povo dizimado, alguns anos depois, por outro inimigo bem mais numeroso e poderoso, mas isso é outra história para outra parte do dossiê. Só citei isso para frisar que esse fato serviu para que as poucas mulheres que sobraram do grande massacre retornassem para Atenas, que tratou logo de esquecer o confronto com Esparta e sobrescrever a história com outras justificativas e outros desfechos. Pois já pensaram que humilhação seria para os Sábios do ocidente esse fato? Não ter um abdômen trincado é realmente uma grande vergonha a se carregar ao longo da vida e ter perdido a mulher para um que tinha é maior ainda.

Essa é, resumidamente, a teoria encontrada por mim para esclarecer esse acontecimento tão duvido quanto é a pendência entre Esparta e Atenas. Onde homens barrigudos, mulheres lindas e abdomens trincados foram os personagens principais dessa trama. Teoria plausível, diga-se de passagem, e muito sólida. Antes que eu me esqueça: esse é um resumo de um material bem maior, mas tornar-se-ia chato e cansativo se eu o colocasse aqui na integra. Sem falar que eu deixei de citar o crescimento significativo da produção literária e intelectual por parte dos atenienses e do aumento exponencial da homossexualidade nessa mesma época (aaii, eu adooooro o meu pupiilo). Mas já é o suficiente para inaugurar os fatos históricos desse dossiê. E é uma grande prova de que o abdômen interferiu significativamente na história da humanidade. Se alguém quiser discutir e saber mais sobre esse assunto, me encontre em algum bar em Balneário Camboriú e me pague uma cerveja (ninguém é de ferro).

Aguardem um texto a parte desse dossiê que será confeccionado juntamente com a terceira parte: “Como se tornar um espartano contemporâneo.” Para delírio das fêmeas e atendendo as preces dos gorilões ai do sofá. Até a próxima!





Por qualquer pastel com caldo de cana

22 07 2009

Por Tamara Belizario

Dona Maria Zoraide da Silva Cardoso, 75 anos, minha avó, tem tiradas interessantes a respeito da vida dos outros. Há alguns anos, eu e ela estávamos escutando um programa na rádio Globo que comentava sobre as propostas da Playboy para a Adriane Galisteu. Os jornalistas falavam sobre as cifras milionárias que eram oferecidas a ex-namorada do Airton Senna. Ela, como boa atriz-modelo-manequim que quer preservar sua imagem, negou de primeira. A Playboy tentou pela segunda vez, agora com uma proposta um pouco mais barata, e moça negou de novo. Ouvindo isso, Zoraide fez um chiado e exclamou “Daqui a pouco por qualquer pastel com caldo de cana essa aí tá abrindo as pernas”. Pouco tempo depois Adriane posou nua para a revista. Não sei bem o cachê, mas garanto que não deve ter sido tão alto quanto o primeiro.

É assim também que eu vejo essa onda de leiloar virgindade pela internet. Longe de mim parecer puritana, mas isso está se tornando tão comum, que daqui a pouco as meninas estão aceitando um pacote de bolachas e um suco de caixinha como prêmio. Que seja Trakinas e DelValle, ao menos. A última façanha é de uma equatoriana, 28 anos, que tá vendendo a perseguida pela internet. Segundo Evelyn, que mora há sete anos na Espanha, o dinheiro será revertido para o tratamento de Alzheimer da sua mãe. A moça não consegue juntar o dinheiro com seu trabalho de faxineira e resolveu que se anunciar seria o caminho mais fácil para resolver o problema. Depois de uma matéria chorosa no site El Mundo, o governo do Equador resolveu ajudar a garota e mandou propostas para auxílio no tratamento da mãezinha. Ela ainda quer dinheiro para cursar uma faculdade de Medicina. E o governo disse que pode dar uma mãozinha. Tudo isso para que Evelyn evite “finalmente vender su virgo al mejor postor.”.

Eu acho essa ajuda desnecessária. Ninguém percebeu ainda que o intuito da garota é dar. Não dinheiro para a mãe ou para a faculdade de Medicina. Acho que um belo dia ela tava assistindo ao O Virgem de 40 anos, ficou com medo de acabar assim e decidiu perder a virgindade. Já que esperei tanto tempo, por que não cobrar por isso, né? Se conseguir 2 milhões de euros (proposta feita por algum louco!), tudo certo. Se for só um cachorro quente de calabresa na kombi da praça da Igreja, tudo bem também. O importante é romper o hímen. E se, além disso tudo, ainda conseguir uma foto de pezinho levantado, olhando para a câmera feliz da vida e uma matéria nos principais meios de comunicação mundiais… Que alegria!





Lugar de mulher é no tanque

9 07 2009

Por Léo Molleri*

Calma. Antes que venham com cinco pedras na mão e meia dúzia de palavrões, eu explico o título desse dossiê. Não falo do enrustido e arcaico molde de madeira ou alumínio ou cimento, com cavidades que nos lembram uma escada para gnomos, no qual víamos nossas mães molharem os braços e o busto na labuta diária com a roupa suja (provavelmente roupa sua cagada com alguma coisa: catchup, terra, lama, porra…), o famoso (e odiado) tanque de lavar roupas. Instrumento esse que ajudou e muito no combate a Esquistossomose no Brasil, mas isso já é outra história. E hoje infelizmente está em desuso graças às moderníssimas máquinas de lavar roupa.

Alguém aí vai encarar?

Alguém aí vai encarar?

Bom, eu falo necessariamente de outro tipo de tanque. Um tanque móvel, porém sem disparar balas e destruir prédios. Um tanque com aspecto um tanto irregular, pois depende muito da formação fisiológica e genética do indivíduo e também da intensidade e tempo de exercícios físicos no local. Já sacaram, ? Então, o que eu me refiro é exatamente esse tipo de tanque, o do abdômen. A famosa barriga tanquinho. Por falar nisso, o termo “barriga tanquinho” está errado, pois quem tem barriga são os sedentários, os velhos, os tios engraçados, os jogadores de futebol (RONALDO!) e os butequeiros de plantão.

É fato, e não me venham com mi-mi-mi feminista, que a maioria das mulheres heterossexuais são gamadas em um abdômen bem definido. Eu falei “A MAIORIA” para não generalizar e depois não ficarem vocês reclamando que isso é uma falácia, que conhecem uma banguela que curte um barrigão… Essas coisas. Esse, também, é um ponto onde a teoria do amor se sustenta. Mas de amor falemos outra hora, porque o caso agora é visual, sexual e sem compromissos.

E nesse, alguém se habilita? Tô fora!

E nesse, alguém se habilita? Tô fora!

A grande ideia desse dossiê é provar para vocês, a importância de ter um abdômen “crocante” e a interferência dele em alguns fatos históricos. É, e como eu farei isso? Simples: a cada semana, eu publicarei alguma relevância sobre o abdômen e demonstrarei através de um fato histórico o impacto causado por tal. Não tenho previsão de quantas publicações sobre o assunto, até porque tenho uma péssima memória e ainda estou revisando a história (nos livros e internet) buscando os fatos e analisando-os.

Será tanto um guia para você, pançudo, que quer perder uns quilinhos e finalmente conseguir pegar uma gatinha sóbria, quanto um catálogo para enfartar a vovó. Então, meninos, preparem as suas canetas (ou o ctrl+c, ctrl+v) e anotem as dicas e sugestões que serão dadas ao longo dessa “série” e meninas já comprem os babadores, pois irão precisar.

Até a próxima semana!

*Léo Molleri é estudante de Administração e virou colaborador do blog. O Sópensanisso  estava muito cor-de-rosa e as autoras resolveram colocar um barriga-tanquinho para falar daquilo que só os cuecas entendem. Léo ainda escreve para o Borrachas são Dispensáveis. O blog é recheado de ideias pouco comuns do autor que escreve “para não enlouquecer por completo na medriocridade do existencialismo humano.” Vale a visita!





“Não precisa de diploma para ser prostituta”

3 07 2009

Por Tamara Belizario

Ela começa a conversa dizendo que não precisa disso. Filha de um agricultor do interior do estado de Santa Catarina, Karina, nome fictício usado para atrair a atenção dos clientes, conta que nunca passou fome na vida. Chegou no litoral catarinense para estudar Administração na Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e todo mês recebe cerca de R$700,00 da família para se manter em Balneário Camboriú. “Tenho pena dos meus pais. Eles se esforçam para dar o melhor pra mim, enquanto eu aqui, fazendo isso”. Ela tenta esconder o nome da profissão, chamando-a apenas de isso ou aquilo. Com 21 anos, Karina é prostituta de luxo em umas das cidades com maior índice de turistas do Estado.  

Questionada sobre o porquê de ter escolhido a prostituição como forma de vida, a estudantes não pensa muito. “Eu sou como qualquer garota, gosto de coisas boas, de marca. Meu pai não pode me dar o que eu quero. Não que eu goste [da prostituição], mas dá um dinheiro bom. Nem se eu trabalhasse o dia inteiro em lojas, eu conseguiria a grana que eu consigo hoje.” A grana é quase mil reais por semana, trabalhando todos os dias, menos domingo porque segundo a moça “é dia Santo”. Karina diz que não tem como escolher clientes, mas conta que a maioria são homens de classe média e média alta. “O meu programa é caro, não é todo mundo que pode bancar. Isso dá uma selecionada, sabe? Não aparece qualquer um.” Ela cobra a mais do que a maioria das garotas de programa porque atende em casa e corre mais risco do que se fosse para um motel.

Karina tem a aparência que atrai a maioria dos homens: cerca de 1,60m de altura, olhos claros, pele bonita (ajudada por centenas de cremes e maquiagens) e cabelos platinados até metade das costas. Curvas sinuosas pelo corpo. Ela diz que o físico pouco importa, já que os homens estão mesmo interessados é no sexo. “Claro que rola um fetiche de loira e alta. Eles gostam. Mas isso não é a coisa mais importante. Tem que saber fazer, entende? Qualquer uma pode ser prostituta, não precisa de diploma para isso.” O diploma de verdade, que Karina veio em busca quando saiu do interior para a região litorânea, será a sua carta de alforria do mundo da prostituição. Depois que terminar a faculdade, o que ainda vai demorar cerca de dois anos, ela pretende deixar os dias de prostitutas guardados apenas na memória. Quer fazer concurso público, trabalhar em uma empresa, ganhar bem. “Levar uma vida normal, sabe? Não que eu considere errado o que eu faço, mas não posso colocar isso no currículo, ? Tipo, profissão: puta. Não dá.”, completa a garota.

 

Cartão de visita da Karina

Cartão de visita da Karina








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